Entendendo a falácia da falta de engenheiros no mercado

O mercado aquecido sente falta de profissionais

As principais revistas e jornais vem anunciando incessantemente a falta de engenheiros no Brasil. Porém, para os engenheiros, desde os recém-formados aos que tem 25 anos de experiência, é um consenso que esta informação não confere no cenário nacional. Diante desta situação fica a dúvida: Que escassez é essa?

Este assunto dá margem a uma série de textos, porém vou focar no aspecto mais imediato deste desencontro entre empresas, recrutadores, profissionais e jornalistas. Basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar as tão famigeradas vagas disponíveis para engenheiros e começar a entender a situação.

Primeiro, é preciso que as empresas entendam que um engenheiro mecânico possui a denominação profissional de engenheiro mecânico, e isso somente. Não existe qualquer referência no CREA a engenheiro mecânico com experiência em calibração de instrumentos de precisão expostos a ambiente corrosivo. Portanto, um engenheiro mecânico que trabalhou por 10 anos em calibração de instrumentos de precisão em ambientes explosivos tem total capacidade de atuar na área de ambientes corrosivos também. De forma mais direta, qualquer engenheiro mecânico será capaz de trabalhar nesta área, após o devido treinamento. É por isso que ele estudou por 5 anos, e por este mesmo motivo o preço pela sua hora de trabalho tem o valor que o CREA estipulou. Se a empresa treinou, ganhou um profissional capaz.

Pelo CREA, o piso salarial de um engenheiro é de 8 salários mínimos. Nos valores atuais( meados de 2013) equivale a R$ 5.414,00. As empresas insistem em recusar esta realidade a ponto de configurarem, a grosso modo, quase um cartel salarial. Se ninguém paga o valor pedido, ninguém vai poder exigir barganhando que outra ofereceu. Agrava-se o fato de que pouquíssimas das vagas de recém-formados abrangem este salário. Por outro lado, é ponto comum nos requisitos para vagas de engenheiros a tríade experiência anterior, inglês fluente e experiência em liderança. Sem muito esforço, é natural perceber que citar recém-formado na mesma frase que experiência anterior é no mínimo, mau gosto. Portanto, o mercado está superaquecido para profissionais com experiência, correto? Infelizmente não. Porque se é para preencher uma vaga, a preferência vai para quem tem experiência exatamente naquela área específica. Se este profissional não é encontrado, outro profissional com 15 anos de experiência em uma área ligeiramente distinta também não é uma boa escolha, pois está “velho demais para aprender truque novo”. Mas caso haja a continuidade do desejo de preencher esta vaga com este profissional experiente, a vaga continuará fazendo jus à sua definição de lugar livre, quando durante a entrevista, o engenheiro com 15 anos de experiência, inglês fluente, espírito de liderança, capacidade de lidar em equipe, domínio do pacote Office, Autocad, programação em Visual Basic e residindo próximo ao local de trabalho, se recusar a trabalhar quando souber o valor do salário.

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Aprendendo para fazer

Existe um ponto no qual as empresas brasileiras( ou aqui situadas) insistem em contrariar os teóricos da administração mais moderna: o investimento no capital humano. Dentro das metas de corte de custos, naturalmente se poda qualquer pensamento de investimento em capacitação. Assim, é um cenário quase utópico imaginar uma empresa investindo por 1 ou 2 anos em treinamento para capacitar um profissional. Mas porque utópico? Porque nossas empresas, diante da necessidade de um profissional, consideraram mais econômico contratar o profissional da empresa em frente em vez de investir na formação do novo engenheiro. Mas como é costume se adotar a solução mais conveniente, a empresa que teve o seu profissional abduzido, aprendeu também esta manobra. Assim, como segue a escalada natural da oferta x demanda, os salários deste profissional irão aumentar até o ponto em que ninguém mais estará disposto a arcar com aquele valor. Então o que acontecerá? Passarão a contratar os recém-formados e investir em seus treinamentos? Não. Se não há engenheiro com experiência no mercado e a empresa não tem uma política pré-existente de capacitação – pela simples falta de necessidade anterior- ela irá dizer que faltam profissionais, divulgar isso nas revistas e dizer que precisam de profissionais e estes estão lá de fora. Alegando que falta mão de obra no Brasil. Mas não, não falta mão de obra aqui. Falta mão de obra treinada, lê-se, que não necessita de investimento. E esta sim, lá fora tem mais do que aqui, afinal, a Europa está em crise.

Ao conversar com uma amiga, recrutadora da área de Oléo e Gás, conversamos sobre os “altos” salários dos engenheiros e em seguida ela comentou que o principal problema é a qualificação. Ela citou o exemplo da vaga de analista de compras, que é muito difícil encontrar um engenheiro com experiência na área e inglês fluente. Particularmente, não cai bem a presença e a co-relação entre os termos fluência em inglês, experiência anterior e analista quando a vaga se destina a engenheiros. A não ser que este analista receba mais que um engenheiro júnior, o que nunca é o caso. Após sua citação, a perguntei porque eles não contratam um administrador para fazer a parte de compras. Ela me respondeu que é necessário alguém com formação técnica para esta vaga. Então esclareci para ela que “o cidadão passa 5 ou 6 anos numa faculdade de engenharia, lida com os tipos mais absurdos de professores, aprende todo o desenvolvimento da tecnologia humana até os dias atuais em sua área de atuação. Existe o CREA, existe um piso, e ESTE É O PREÇO DA FORMAÇÃO TÉCNICA.” O engenheiro é formado para aprender, desenvolver e aplicar os conhecimentos em sua área. Possui domínio das ciências bem como de suas atribuições, além da facilidade nata com números e por fim obrigatoriamente possui nível básico de inglês, porque as próprias disciplinas o exigem. Olhe bem para este profissional, agora adicione 2 anos de experiência em compras técnicas e por fim adicione mais um curso de 4 anos de inglês para ficar fluente. Qual a parte da dificuldade destes profissionais se candidatarem a uma vaga que exige o necessário para ser CEO pelo salário de um caixa de banco* não ficou clara?

O nascimento do Trainee

Não é segredo para ninguém que o nosso país passou por um período de instabilidade econômica pouco tempo atrás. Mesmo os que não eram nascidos nas época, lembram dos mais velhos contando sobre ir comprar tudo de manhã porque a tarde os preços já subiam. Como a saúde financeira e o investimento em infra-estrutura e tecnologia andam lado a lado, durante o crescimento da inflação a engenharia nacional começou a sofrer sua queda, chegando ao ápice durante a abertura do nosso mercado e a natural competição com os países estrangeiros. Assim nossa engenharia tomou um golpe violento enquanto nossos ilustres políticos não se emocionaram com a situação. Nesta época, os engenheiros se tornaram taxistas, passaram a vender suco e etc… Houve um desemprego em massa dos engenheiros, os mais bem-sucedidos foram os que conseguiram fazer seus nomes no mercado financeiro. Diante dessa realidade, a quantidade de alunos nos cursos de engenharia despencou e ninguém mais olhava nossa profissão como boa opção. Os alunos da época que não abandonaram seus cursos, optaram pela vida acadêmica como a única salvação. Os engenheiros civis foram os que menos sofreram com isso, por conta deste ramo não necessitar tanto de tecnologias e assim, não ter sofrido a competição externa. Mas sofreram o impacto pela freada econômica geral da nossa pátria também.

Mas o que isso tem a ver com os dias atuais? Tudo, porque hoje praticamente não existe engenheiro no mercado com 15 a 20 anos de experiência. Diante disso, as empresas se viram diante de um problema enorme. O que fazer agora?

Algumas passaram a tirar os aposentados da companhia dos netos com ofertas pomposas para voltarem ao trabalho, mas isso não salvou todas as empresas. Então as empresas veem uma luz no fim do túnel. Elas passam a pegar o recém-formado, investem um ano em cursos e treinamentos e outro ano em “job rotation”, os fazendo circular pelas diversas áreas da empresa. Assim, após 2 anos, as empresas agraciam estes jovens com os cargos destinados aos gerentes com 15 anos de experiência, inclusive com o salário da função de chefia. Vale ressaltar que nestes 2 anos, estes jovens não recebem o piso de engenheiro, pois estão recebendo parte deste salário em treinamento e conhecimento. Bom para as empresas e bom para os recém-formados!

No entanto, pela brasileiríssima Lei de Gérson, algumas empresas menos sérias começaram a adotar o modelo de Trainee, porém, usaram a máxima do “se aprende fazendo” e assim, consideraram desnecessários os treinamentos e colocaram o Trainee para exercer as funções de engenheiro, mas com salário de quem está aprendendo, é claro. Assim, criou-se a falácia que o engenheiro com “cheirinho de novo” é um peso morto nos primeiros anos, não gera lucro e assim, não merece o salário estipulado pelo CREA. Esse modelo de escravidão… digo… de Trainee, também passou a ser bastante conhecido no mercado pelo nome de Analista. Uma ótima forma de contratar engenheiro sem pagar o salário necessário para desfrutar da capacidade desse profissional. Outra situação comum é a exigência de inúmeras qualificações, idiomas e experiência para no cotidiano do trabalho executar atividades simples e que qualquer aluno de ensino médio seria capaz de fazer.

O que vem acontecendo

Então, um engenheiro diante disso, deveria recusar tal oferta de emprego e só aceitar cargo como engenheiro, correto? Corretíssimo… se todos os formandos em engenharia fossem solteiros, bons herdeiros e de classe média alta. Porém como essa não é a realidade, alguns se submeteram a tal situação. Estes seriam poucos e logo tudo estaria resolvido, porque isso seria em pontos isolados, correto? Novamente correto, se não fossem as revistas e jornais fazendo uma enxurrada de notícias dizendo que faltam engenheiros no país. “Engenharia é mão de obra escassa! Daremos salários de juizes para engenheiros!Engenheiro vai poder comprar sua própria ilha no Caribe!” Diante de tal situação, os cursos de engenharia lotaram, muito mais engenheiros se formaram. Mas agora caíram sem freio diante de um mercado onde a maioria das vagas são para aprender fazendo, ou seja, para Analistas ou Trainees de mentirinha. E se você é um cidadão engajado pela valorização profissional e não aceitará estas vagas, parabéns pela garra, porque tem mil se acotovelando pela vaga que você recusa.

E diante disso tudo o mercado continua: “Faltam engenheiros…”, o governo facilita a importação de profissionais, as revistas fazem matérias “comprovando” este fato, os que insistem em ficar na área em que se formaram recebem miséria enquanto se amontoam em volta de editais de concursos, e lá fora… o Brasil é o país da engenharia! As escolas de idiomas que mais viram o faturamento crescer nos últimos anos foram as de português para estrangeiros.

De toda forma, é totalmente compreensível a busca de profissionais com know-how em áreas pioneiras no país. Se determinada atividade nunca foi realizada em solo nacional, é natural que se traga o profissional do exterior. Mas esta deve ser uma prática de importação de conhecimento, não de mão de obra. O estrangeiro virá agregar e formar seus companheiros de trabalho e não substituir os engenheiros nacionais enquanto estes estão sem emprego. Porém, o que parece haver hoje é a estratégia de trazer um fast-food. Trazer os profissionais formados e prontos, que os headhunters usam como sinônimo de “qualificados”, para assumir os cargos vagos no Brasil. Então novamente impera o vício do jeitinho brasileiro, mas agora, durante o recrutamento.

*Todo respeito aos atendentes de caixa de banco. O exemplo só foi citado pela não necessidade das qualificações citadas no texto para desempenho da função.

Luciano Netto de Lima

Formando de Engenharia de Controle e Automação no CEFET/RJ

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1.069 Responses to Entendendo a falácia da falta de engenheiros no mercado

  1. Engenharia!, sei lá! disse:

    Vcs. viram ontem (16/12/2014) na virada da noite já no dia 17/12/2014, na madruga em Brasília-DF, votaram o aumento dos ministros do supremo passando o teto para R$ 35.900,00, com isso, haverá efeito cascata para ambos do judiciário, executivo e legislativo. Aí, quem desistiu de Direito, para tentar outro curso, vai acabar voltando para Direito e, engenharia por exemplo que paga no máximo salário inicial em torno de R$ 4.500,00 (aluno com EXCELENTE FORMAÇÃO), o pessoal vai acabar desistindo e voltando a inflar o mercado de Direito novamente e, com toda RAZÃO, se possuir um mínimo de afinidade com a área é claro, pois ao se formar, basta advogar por 03 anos, tentar magistratura, MP ou PG, que pode iniciar ganhando em torno de R$ 29.000,00 (com o novo aumento dado ontem), claro que é ralado o concurso, mas é possível, após 03 ou 04 anos de formado, advogando, ser juiz com um salário inicial destes. Aí, faço uma pergunta: Após formado, quantos anos depois, um engenheiro estará ganhando um salário desses no setor privado (sem estabilidade)?,poisno setor público com concurso nem pensar, a não ser na Petrobrás depois de uns 13 anos e se bajular os chefes e fizer vista grossa para a corrupção.

    • Bruno Oliveira disse:

      Você fala como se tornar juiz seja uma questão de escolha no mesmo nível de formar-se. Frequente um ambiente por anos e pronto, diploma na mão.
      Não seja tolo, ou seja, mas guarde as afirmações incisivas para você.
      Falo com propriedade, tenho amigos delegados que estão nessa luta para juiz, te garanto, não é só estudar algumas horas por um período pré-determinado.
      Pego tal exemplo como gancho, mas refiro-me a todos os concursos de altos salários, nenhum é tão simples como muitos citam aqui.

  2. giliard3131 disse:

    “(…)Diz que técnicos brigavam por novas formas de contratação, melhorias nos contratos e o que acontecia era o esquartejamento do projeto e licitação sem aparente eficiência.(…)”

    http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/12/funcionaria-alertou-presidente-da-petrobras-sobre-irregularidade.html

    Observem o uso da palavra “técnicos” ao invés da palavra: engenheiros.
    Essa é a confissão que os funcionários contratados como engenheiros dentro da Petrobrás não exerciam suas atribuições porque suas atribuições foram roubadas pelos técnicos.
    Se é pra ter uma estatal de merda que contrata engenheiros pra ficar jogando paciencia o dia inteiro, e pra produzir gasolina mais cara do que a que os EUA vende pros seus cidadãos, entao privatiza logo esse monte de merda.
    Melhor ainda, proibe extração de petroleo em solo brasileiro, dai a gasolina vai baixar de preço rapidinho.

    • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

      REspeitemso a Petrobrás – Empresa brasileira construida ppor brasileiros, onde um de seus presidentes morreu por ela _ Suicídio de Getúlio Vargas. Uma empresa como a petrobrás não pode ter conseguido este sucesso tendo seus funcionários jogando paciencia o dia inteiro.

    • Luciano disse:

      Técnicos roubando atribuições dos engenheiros? Você deve estar brincando ou é muito mal informado, para não dizer arrogante. Usa-se frequentemente a palavra “técnicos” para denominar um grupo de profissionais – geralmente de nível superior – exercendo funções “técnicas”. O que vemos na verdade é exatamente o contrário do que você diz: são os engenheiros – representados pelo CREA – retirarem atribuições ou as negarem sistematicamente aos técnicos em favor dos próprios engenheiros, apesar da profissão de Técnico Industrial ser tão bem regulamentada quanto a de engenheiro. Mas sossegue, um Conselho próprio para os técnicos virá, mais cedo ou mais tarde…

  3. giliard3131 disse:

    A presidenta sabe que muitos agentes e peritos da gloriosa Policia Federal são engenheiros, ou não sabe? Tô falando da Medida Provisória 657, dona presidenta.

    • giliard3131 disse:

      A minha intuição me diz que nos editais dos próximos concursos da policia federal haverá surpresas.

    • LUIZ SERGIO disse:

      PRIVATIZAÇÃO PETROBRAS, FIM DO CONFEA !!!

      • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

        O caminho é outro: Reestatuzar a Petrobrás e fortalecer seu conselho profissional. A Petrobrás é o patrimônio do povo brasileiro, foi uma empresa construida pelos movimentos sosciais.Entendo sua insatisfação com os governos do pt, mas o pt não é dono da Petrobrás. A governança petista e sua forma de gerir é que levaram a este caos. Caminho para reestatização: Romper com o eleo contratante e contratado. Considerar estas empreiteiras como inidôneas. Pedir indenização destas empreiteiras e com este dinheiro rec-comprar as ações ( vendidas pelo vendilhão do FHC, na bolsa de Nova Iork) – A|proveitar este momento em que as ações estão em baixa. E, por fim manter a Petrobrás sobre o controle dos trabalhadores. Sobre o Confea: Sugiro paraticipar da entidade e lutra dentro do seu âmbito para que se mantenha na defesa da sociedade. Pergunto, votou em quem para o Confea ?

  4. Thiago disse:

    Chorões, tão reclamando de barriga cheia.
    O mercado de trabalho do mundo jurídico está muito, mas muito pior. Há 2 milhões de bacharéis em Direito e agora com a aprovação da lei do paralegal que obriga os grandes escritórios a contratar pessoas que não passam na OAB com carteira assinada e todos os direitos e garantias trabalhistas a coisa vai degringolar de vez. Os grandes escritórios não faziam isso nem com os advogados, que trabalhavam pra ganhar mil reais por mês sem carteira assinada, sem fgts, sem plano de previdência sem NADA.
    E os concursos da área tornaram-se um reduto de pessoas com alta capacidade intelectual que enxergam na carreira pública um porto seguro, longe das agruras da iniciativa privada. São disputados por centenas de milhares de pessoas não apenas da área jurídica. É por isso que quando abre um concurso com 15 vagas há um número de inscrições alucinante, 50, 60 mil candidatos por vaga, uma piada.

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  6. Viroto Eje disse:

    Um assunto, que já comentei aqui, mas creio que quem está neste grupo estejam bem empregados, e não deram bola não, porém vejo que todos correm o mesmo risco, de ficarem desempregados, quando a empresa perceber, ou já viram que se possa registrar empresas nos CREA´s por todo o país, e como a empresa paga as anuidades, passam-se anos e anos, sem engenheiros como responsável técnico, isto eu descobri por que das empresas que eu registrei elas nos CREA´s de 2009 para cá, todas estão sem engenheiros até hoje, ou seja, se eu um engenheiro tenho esta amostragem, e de outros, que não sabem, basta tu que teve registro numa empresa anterior, entre no portal do CREA e veja quem é seu substituto, se tiver, o que vejo que não tem não, assim deste que vim aqui e informei de quatro que eu tinha visto no meu cadastro estão até hoje sem engenheiros, e de lá para cá mais duas que se registraram no ano passado, tão assim, me contam, me dizem e eu não sei o que falar para as empresas, que estão vendo que o processo de registro deu entrada no CREA, meu amigo, um abraço eles não correm atrás, por que os CREA´s por terem poucos funcionários, a demanda de novas empresas se registrando é muito grande, eles não tão dando conta, basta ver que desde 2009 aquela de 2009 que eu sai por o dono tava aplicando golpes financeiros no mercado, eu sai fora, mas ele continua aplicando golpes financeiros, ou seja os calhordas, os corruptos são amados neste país, agora nós engenheiros temos que ficar desempregados, por que a corrupção corre solta, só pode ser isto, alguém tá molhando a mão de alguém, e saibam mais, conheço um rapaz que fez concurso público federal, se tornou fiscal, só que foi mexer com peixe grande, foi demitido por justa causa, perdeu o emprego de funcionário público federal, assim vejo que os fiscais dos CREA´s não atuam, por que eles tem medo de perder o emprego, ai as empresas deitam e rolam, sobre as falhas desta nossa legislação, que protege os corruptos, ai dizem aqui que seria bom fechar os CREA´s e abrir outro tipo de CREA, tá mas quem serão os fiscais, vão atuar peixes grandes, dúvido, é mais fácil fiscalizar o engenheiro, por que tem endereço certo, telefone para contato e preciso do trabalho de engenheiro, é peixe pequeno, é fácil de lidar, isto se chama o que então “covardia”, dizem estarem protegendo o engenheiro, como se devem existir hoje milhares de empresas registradas nos CREA´s e são empresários peixes pequenos, ai tem algo errado não é possivel, será que falta um pouco de ética em tudo, quando vamos dar empregos, conheço engenheiro desempregados, casados, que hoje a mulher trabalha e o cara virou babá, é mole, por que não tem empregos, tá ai os que estão bem empregados hoje, um dia estarão nas ruas também, como vai ser vão ficar lendo textos, acabei de enviar denúncia agora irá para o Ministério, que seja o que atende a parte de tecnologias no Brasil, de que as engenharias estão fadadas a paralisia devido a altissima burocracia dos CREA´s, alguém terá que dar pulso e melhorar isto,cobrar dos CREA´s que convoquem engenheiros desempregados para serem responsáveis técnicos das empresas, e pelo que percebi uma grande maioria de empresas já estão no mercado há muitos anos sem engenheiros, isto vem de longa data. Agora, hoje lendo dos extintores de incêndio, cacilda, quem é o responsável técnico deste equipamento são ou não são os engenheiros mecânicos, já que no alvará de licença de estabelecimento não consta nome, nem o número da ART e nem se é do CREA ou do CAU. Este CAU não tem força nenhuma, virou outro CREA da vida, é isto, por que os bombeiros tem autoridade sobre o engenheiro mecânico, por que são militares, tá é isto, neste pais quem tem poder manda, é isto, e os engenheiros de familias simples, vão minguar ao insucesso, e dizem que o salário deles é de R$ 25.000,00 ai o rapaz faz vestibular sonhando com isto, quando se forma vai ficar desempregado, por que no Brasil tudo é mentira, e corrupção, até quando.

    • giliard3131 disse:

      Pois é, nem o Detran, que pertence ao Governo, pede ART da inspeção veicular.
      Se essa presidenta vai cair, e parece que vai, a gente espera o próximo presidente, pra ver se ele reassume a engenharia, e deixa as coisas como eram antigamente, quando o Governo Federal controlava as atribuições dos engenheiros.

      • Viroto Eje disse:

        Desculpe, mas creio que os senhores não estão informados, mas o Detran pede sim a ART de inspeção veicular. Todo veiculo que tenha algum tipo de problemas, que tenha que passar por vistoria anual, tem que ter CSV (e a ART inclusa), quem controle inspeções veiculares é o INMETRO, Denatran, Contran, Ibama, Ciretrans e Detran. Os senhores talvez não saibam, mas num acidente automobilisticos, carros de leilão, todos são vistoriados por policiais que fazem a classifação de montas, pela Resolução 362 do Contran, e depois o engenheiro averiguar, e vê se realmente atende ao CTB, para emitir a ART. Outra coisa, o presidente do CREA, falou asneira nestes dias, que vão dar em cima dos “caneteiros” – vamos começar por ele, quem assina no CREA milhões de papéis e confia nos assessores, que são na maior parte de técnicos, nem engenheiros são, assim assina sem ler direito, agora veja de um engenheiro de inspeção veicular, ele põe o dedo na biometria para liberar documentos de CSV, tá então ele ficará desempregado por que coloca o dedo (assinatura eletrônica digital). Sabem quantos vezes ao dia, ele põe o dedo? Milhares, é um caneteiro, vai ficar desempregado, os organismos acreditados pelo Inmetro, irão fechar então, e sem citar de outros engenheiros, que estão nas obras civis o dia todo no sol, chuva e vento, ai ninguém fala em dar proteção para o engenheiro, mas para por no lolô dele são bons, creio que o que rege neste país é a pura falta de informação, os engenheiros colegas só olham com maus olhos, de uma minoria que só assina, ou não nem assina, por que e os que estão empregados em empresas de grande porte, ganham salários faraônicos de R$ 25.000,00 e não assinam nada, por que tem um lá na cúpula que assina todos os documentos, que é o responsável ténico, então todos os responsáveis técnicos estão fadados a ficarem desempregados, pronto provam da agua que bebem, eu tinha razão, as empresas se registrando nos CREA´s, por todo o país e pagam anuidades e taxas, mas estão sem responsáveis técnicos, para que, se este só assina é um caneteiro, se tu só assina – meu Deus, se não assinar o documento não tem validade, cada estupidez que vem do CREA, eles querem mostrar serviços fazendo do lado errado, por que os caneteiros são a ponta fraca da corda, são pessoas fisicas, tem endereço certo, telefone no CREA, é mais fácil dar em cima do coitado do engenheiro, do que ir lá na Petrobrás desbaratinar os que são engenheiros e por eles na cadeia, até agora não ouvi nada do CREA a este respeitos – estes caneteiros da Petrobrás, não podem agir ao bel prazer, já que o CREA até agora nem uma silaba a respeito, querem acabar com o coitadinho do engenheiro, que acabou de se formar, e não tem experiências, agora cara véio como eu que vou nas obras, analiso, tiro fotos, e vejo tudo de mecânica, sou um caneteiro com muito força e coragem, viajo tomo chuva, sol, vento, e vou nas obras, por que eu não sou daqueles que nunca foram nas obras, e ainda faço memórias de cálculos, quer dizer que agora terei que provar o que assinei, virou interrogatório, vou ser torturado, é isto, já andei indo no CREA por que o fiscal erro no assentamendo de uma fiscalização, mas não o fiscal é fiscal, um técnico que não sabe nada do meu campo, e com isto perdi um tempão indo no CREA, e deu tudo em nada, de nada, cambada é de palhaços, agora querem acabar com os caneteiros, tá vão na Petrobrás por efeito retroativo desde uns 15 anos atrás, vão lá, por que isto não mostram na midia, que fizeram auditoria com engenheiros do CREA na Petrobrás, E, os senhores vejam que muita ação com legalização tem em curso no Brasil, não é assim não o Detran exige além da ART o comprovante de pagamento da quitação do boleto, sabem por que? Pois bem, houve uns tempos atrás no Detran, coisas das mais estúpidas e o que levou eles a pediram mais documentos além da ART? Esta resposta deixo para os senhores descobrirem. Bom dia.

      • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

        Não sei de suas motivações em atacar uma empresa tão respeitada como a Petrobrás.Não sei mesmo ?Bem, sobre a ART, parece-me que foi instituida há pouco tempo e há 15 anos atrás não havia esta exigencia, por isto, não havia como a Petrobrás preenchê-las.

      • Viroto Eje disse:

        Os benefícios da ART

        Os profissionais, quando executam serviços, ficam sujeitos à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), de acordo com a Lei nº 6.496/77. Esse documento traz informações úteis para o profissional, para a sociedade, para o contratante e, ainda, auxilia a verificação do efetivo exercício profissional e da execução das atividades técnicas.

        Para o profissional, o registro é importante porque garante os direitos autorais; comprova a existência de um contrato, principalmente em caso de contratação verbal; garante o direito à remuneração, pois pode ser usado como comprovante de prestação de serviço; define o limite das responsabilidades, respondendo o profissional apenas pelas atividades técnicas que executou. Ainda sobre os benefícios da ART, vale destacar que esse documento indica para a sociedade os responsáveis técnicos pela execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à área tecnológica, assim com as características do serviço contratado.

        Para o consumidor, a ART serve como um instrumento de defesa, pois formaliza o compromisso do profissional com a qualidade dos serviços prestados. Em casos de sinistros, identifica individualmente os responsáveis, auxiliando na confrontação das responsabilidades junto ao Poder Público. Isso explica porque em serviços que envolvem trabalho em equipe (multidisciplinares ou da mesma modalidade) cada profissional deve registrar individualmente a ART, como responsável, coautor ou corresponsável, em sua área de atuação.

        Fundamentos institucionais
        Conforme a Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, todo contrato escrito ou verbal para desenvolvimento de atividade técnica no âmbito das profissões fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea deve ser objeto de registro junto ao Crea. Este registro se dá por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART – documento que tem o objetivo de identificar o responsável técnico pela obra ou serviço, bem como documentar as principais características do empreendimento.

        Esta prerrogativa legal, aliada à edição do Código de Defesa do Consumidor, fixou o papel da ART na sociedade como um importante instrumento de registro dos deveres e direitos do profissional e do contratante. A ART também passou a ser adotada como prova da contratação da atividade técnica, indicando a extensão dos encargos, os limites das responsabilidades das partes, e a remuneração correspondente ao serviço contratado, o que possibilita que exerça simultaneamente as funções de contrato, certificado de garantia e registro de autoria.

        Para o profissional, por sua vez, o registro da ART garante a formalização do respectivo acervo técnico, que possui fundamental importância no mercado de trabalho para comprovação de sua capacidade técnico-profissional.

        Em face destes aspectos e considerando ainda o desenvolvimento tecnológico, as mudanças no mercado de trabalho, a evolução da legislação federal que envolve as profissões regulamentadas e a integração com os demais órgãos públicos, o Sistema Confea/Crea orientou a revisão nos normativos vigentes, fixando como premissas a concepção de normativos que possam ser atualizados com maior flexibilidade e o desenvolvimento de sistemas de tecnologia da informação que possam viabilizar a adoção da ART como fonte de informações consistentes acerca das atividades técnicas nas áreas de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia.

        Fundamentos operacionais
        Sob o aspecto operacional, o lapso de tempo entre a edição e a revisão dos normativos relativos à ART e ao acervo técnico acarretou a falta de uniformidade de ação pelos Creas. Situação que acarreta grandes dificuldades para os profissionais e as empresas que trabalham simultaneamente em vários Creas, haja vista a adoção de diferentes critérios, exigências e documentos requeridos, bem como o atendimento da legislação federal por meio de entendimentos diversificados e muitas vezes antagônicos.

        Neste sentido, a revisão dos normativos relacionados à ART e ao acervo técnico buscou primeiramente diagnosticar a situação existente: a) identificar a legislação federal vinculada à matéria, b) sistematizar os procedimentos e documentos adotados pelos Regionais, e c) conhecer as necessidades, as sugestões e as críticas dos principais interessados, ou seja, dos Creas, do Confea, dos profissionais e de órgãos públicos de controle e de estatística.

        A partir desta coletânea de subsídios, foram firmadas parcerias técnico-operacionais visando identificar os limites da competência do Sistema Confea/Crea em face da legislação federal, debater os aspectos conceituais e propor os procedimentos operacionais que efetivamente necessitavam ser normatizados, de modo a propiciar a uniformidade de procedimentos, respeitadas as peculiaridades dos estados e dos Creas.

        Este trabalho técnico objetivou elaborar e submeter à discussão dos colegiados e órgãos consultivos e à apreciação das instâncias deliberativas e decisórias do Sistema Confea/Crea uma proposta normativa que atendesse aos anseios institucionais com soluções operacionais eficientes, seja no âmbito técnico-administrativo, seja no âmbito da tecnologia da informação, ambas necessárias à implantação de um novo modelo de ART.

      • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

        A lei é de 1977 mas a resolução veio em 2009, pottanto há 15 anos atrás a Petrobrãs não emitia…Veja a divulgação da resolução = Conforme estabelece a Resolução nº 1.025, de 2009, do Confea, fica sujeito à anotação de responsabilidade técnica no Crea em cuja circunscrição for…

  7. Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

    Há escravos na construção civil. Mas não querem que você saiba disso:

    Leonardo Sakamoto 07/01/2015 12:34

    No apagar das luzes de 2014, o Supremo Tribunal Federal concedeu uma liminar à associação que representa as incorporadoras imobiliárias suspendendo a divulgação da “lista suja” do trabalho escravo, conforme este blog trouxe à público há uma semana.

    O cadastro, que existe desde novembro de 2003, é um dos principais instrumentos no combate a esse crime no Brasil, considerado por agências das Nações Unidas e por governos como os Estados Unidos e a Alemanha, referência nessa área.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) questiona, há anos, a “lista suja” no STF, utilizando-se do mesmo instrumento, uma ação direta de inconstitucionalidade. Mas nunca teve sucesso. Em menos de uma semana, o lobby das incorporadoras entrou com a ação e convenceu o ministro Ricardo Lewandowski, responsável pelo plantão na Suprema Corte, que derrubou provisoriamente a lista até o julgamento do mérito. Com isso, um nova atualização da relação, que estava para ser divulgada no dia 30 de dezembro foi bloqueada.

    Como comentou um parlamentar da oposição com quem conversei ontem, “entra escândalo, sai escândalo, e o cimento continua flanado no Brasil”.

    O cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à de escravo nada mais é do que uma base de dados demonstrando os casos em que o poder público caracterizou trabalho análogo ao de escravo – empregadores que, inclusive, tiveram direito à defesa administrativa. Os nomes permanecem na relação por dois anos, período durante o qual o empregador deve fazer as correções necessárias para que o problema não volte a acontecer. Garante transparência.

    O interessante é que o cadastro não obriga a nada: não diz que devem ser suspensos negócios, nem transforma os relacionados em párias. Apenas dá informação. Isso possibilita que as empresas desenvolvam suas políticas de gerenciamento de riscos e de responsabilidade social corporativa. Ou não. E o governo tem o dever de nos garantir esse tipo de instrumento de transparência.

    Transparência é fundamental para que o capitalismo funcione a contento. Se uma empresa esconde os passivos trabalhistas, sociais e ambientais que carrega, sonega informação relevante que deveria ser ponderada por um investidor, um financiador ou um parceiro comercial na hora de fazer negócios.

    Transparência faz parte da regra do jogo. E quem burla as regras pode até conclamar aos quatro ventos que ama o mercado mas, na verdade, opera um capitalismo self-service. O que é bom, a gente pega. O que é ruim, deixamos para os outros.

    Números da Secretaria Nacional de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, setor responsável pela fiscalização do trabalho escravo, mostram que a incidência de empresas do setor da construção civil em casos de trabalho escravo tem aumentado. Em 2010, os resgatados na construção civil representaram 3,3% do total; em 2011, 3,4%; em 2012, 13,6%; em 2013, 30,6%. Foram 86 resgatados, em 2010, e 827, em 2013. Os números de 2014 ainda não estão totalizados.

    Números da Comissão Pastoral da Terra, que possui uma contabilidade paralela, mostra a mesma curva de tendência: em 2010, 3,8% do total; em 2011, 13,4%; em 2012, 17,8%; em 2013, 34,4%. Partiu de 117 resgatados (2010) para 774 (2013).

    Quem preside a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que moveu a ação contra a “lista suja” é um representante da MRV Engenharia – empresa que foi responsabilizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego por explorar trabalho análogo ao de escravo em cinco ocasiões diferentes. Por conta de dois dos flagrantes, a MRV chegou a ser incluída na “lista suja”, mas liminares na Justiça impediram que a construtora continuasse figurando nela.

    Em uma das vezes em que foi incluída na “lista suja” do trabalho escravo, em 2012, suas ações chegaram a cair 6,18% na Bolsa de Valores de São Paulo, recuperaram-se um pouco e fecharam em queda de 3,86%.

    Porque bancos públicos, responsáveis por boa parte do crédito imobiliário, usam a “lista suja” como referência para proteger seus negócios. E empresas que fazem parte do Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (uns 30% do PIB) também utilizam a relação como referência.

    A Rossi Residential, a Tecnisa, a Brookfield Incorporações, a Cyrela Brazil Realty e a Cury Construtora estão na diretoria da associação, que também representa os interesses da Andrade Gutierrez, Direcional Engenharia, EMCCAMP Residencial, ESSER, Even Construtora e Incorporadora, EZTEC Empreendimentos, Gafisa, HM Engenharia e Construções, JHSF Incorporações, João Fortes Engenharia, Moura Dubeux Engenharia, Odebrecht Realizações Imobiliárias, PDG Realty, Plano & Plano Construções, Rodobens Negócios Imobiliários, Tenda, Trisul, Viver Construtora e Incorporadora, WTorre e Yuni Incorporações.

    A importância da lista para o mercado – Por que o mercado usa a lista? Porque o mercado é bom e quer proteger trabalhadores? Não, a questão não é moral, e sim de negócios. E é excelente que seja assim, porque o objetivo de uma empresa é alcançar lucro e não fazer caridade. Percepção de risco ao investimento é a ideia.

    O maior impacto real nesses casos não é a perda de consumidores devido a boicotes, porque a memória da população é feito fogo de palha, mas o temor de que investir ou se relacionar com determinada empresa seja arriscado.

    Considerando que a) bancos públicos e privados, além de outras companhias, têm atuado para restringir os negócios com quem apresenta esse tipo de problema; b) processos na Justiça por trabalho escravo têm alcançado somas milionárias; c) informações sobre o envolvimento em trabalho escravo são usadas, justa ou injustamente, para restrições comerciais internacionais; d) é lento o processo de construção de reputações de marcas e rápido o de destruí-las, não falta quem não queira correr o risco.

    E mesmo que quedas nas bolsas de valores tenham desaparecido nos dias seguintes ao ocorrido, elas funcionam como um alerta para a empresa e para o setor em que está inserida. Há quem use isso para se aprimorar e operar dentro da lei, outros para desenvolver formas de mascarar melhor o problema.

    Mortes e descaso – A histórica incompetência, leniência ou má fé do poder público (do PT ao PSDB) quanto ao setor de construção civil tem comprometido a dignidade de trabalhadores na construção de casas, apartamentos e centros empresariais.

    Trabalho escravo já foi encontrado no “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, e em obras da CDHU, do governo paulista.

    E indo além da escravidão, a situação dos trabalhadores na construção civil segue muito ruim. Para refrescar a memória: lembram dos dez operários mortos no desabamento de um prédio no bairro de São Mateus, em São Paulo? E do jovem de 16 anos que morreu soterrado em uma obra no Cambuci, também na capital paulista? E dos nove operários que morreram em um canteiro de obras, em Salvador, quando o elevador em que estavam despencou de uma altura de 65 metros? E das mortes na construção de usinas hidrelétricas, como de Belo Monte? E dos operários que perderam a vida nas obras dos estádios do Corinthians, Palmeiras, entre outros? Isso só para ficar nos casos que acompanhei nos últimos dois anos.

    Copa do Mundo, Olimpíadas, Programa de Aceleração do Crescimento. Governo injetando bilhões para financiamento. É claro que tudo isso significa mais geração de empregos em um setor que já contrata milhões. Mas produzir em quantidade e rapidamente tem, por vezes, significado passar por cima da dignidade do trabalhador.

    Nos últimos dois anos, temos visto protestos de trabalhadores da construção civil por conta das mortes nos canteiros de obras e a pressão por resultados rápidos sem que seja garantida a saúde e segurança para tanto.

    Isso me lembra que, anos atrás, o Palácio do Planalto reclamou do excesso de fiscalização, que trava as obras e faz com que o Brasil cresça mais devagar, momento em que foi aplaudido por parte do empresariado.

    Esquece-se (ou ignora-se) que o ritmo de crescimento não deve ultrapassar a capacidade de garantir segurança para quem faz o país crescer. Ou ir além da capacidade física e psicológica desse pessoal. Ou dos equipamentos utilizados. Ou do terreno. Ou da liberdade e da dignidade.

    Dilma Rousseff dá uma migalha aqui, outra ali, quando abre pequenos concursos para repor os fiscais do trabalho que se aposentam ou pedem demissão. Mas o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho afirma que para repor o que havia na década de 90, o Brasil precisaria mais que dobrar a quantidade de pessoas verificando condições de trabalho. Sem isso, não há como checar os canteiros de obras pelo país. Sabe quando isso vai acontecer? No momento em que marreta criar asas.

    O problema, em boa parte dos casos, tem a mesma raiz: a terceirização tresloucada que torna a dignidade responsabilidade de ninguém. Mais ou menos assim:

    Um consórcio contrata o Tio Patinhas para tocar um serviço, que subcontrata a Maga Patalógica, que subcontrata o Donald, que deixa tudo na mão de três pequenas empreiteiras do Zezinho, do Huguinho e do Luizinho. Às vezes, o Zezinho não tem as mínimas condições de assumir turmas de trabalhadores, mas toca o barco mesmo assim. Aí, sob pressão de prazo e custos, aparecem bizarrices, como falta de segurança, atrasos de salários maus tratos, trabalho escravo e até mortes. Depois, quando tudo isso acontece, Donald, Patalógica, Tio Patinhas e o consórcio dizem que o problema não é com eles. E aí, ninguém quer pagar o pato – literalmente. Ficam os trabalhadores a ver navios, como Patetas.

    O projeto que está tramitando no Congresso Nacional para ampliar a terceirização legal no país tende a ratificar parte desses problemas, pois não responsabilizará legalmente o Tio Patinhas por trabalho escravo, por exemplo.

    Quando o STF suspende uma política que funciona, há anos, pressionando economicamente as empresas a seguirem as regras, susta o direito à informação pública e reafirma o que todos já sabem: cimento vale mais do que sangue e suor por aqui.

    • Viroto Eje disse:

      Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na execução de obras e na prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;

      Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na execução de obras e na prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;

      Considerando os arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na execução de obras e na prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;

      RESOLUçãO Nº 1.025, DE 30 DE OUTUBRO DE 2009.

      RESOLVE:
      Art. 1º Fixar os procedimentos necessários ao registro, baixa, cancelamento e anulação da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, ao registro do atestado emitido por pessoa física e jurídica contratante e à emissão da Certidão de Acervo Técnico – CAT, bem como aprovar os modelos de ART e de CAT, o Requerimento de ART e Acervo Técnico e os dados mínimos para registro do atestado que constituem os Anexos I, II, III e IV desta resolução, respectivamente.

      Dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica e o Acervo Técnico Profissional, e dá outras providências.

      O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA – Confea, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “f” do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e
      Considerando os arts. 8º, 12, 19, 20, 21, 59 e 67 da Lei nº 5.194, de 1966, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências;
      Considerando os arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na execução de obras e na prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
      Considerando os arts. 30 e 72 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências;
      Considerando o art. 11, § 1º, do Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, que regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências;
      Considerando a Lei nº 5.700, de 1º de janeiro de 1971, que dispõe sobre a forma de registro e a apresentação dos símbolos nacionais e dá outras providências;
      Considerando a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências;
      Considerando a Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996, que dispõe sobre a arbitragem;
      Considerando o Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de 2009, que dispõe sobre a simplificação do atendimento público prestado ao cidadão, ratifica a dispensa do reconhecimento de firma em documentos produzidos no Brasil, institui a “Carta de Serviços ao Cidadão” e dá outras providências,
      RESOLVE:
      Art. 1º Fixar os procedimentos necessários ao registro, baixa, cancelamento e anulação da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, ao registro do atestado emitido por pessoa física e jurídica contratante e à emissão da Certidão de Acervo Técnico – CAT, bem como aprovar os modelos de ART e de CAT, o Requerimento de ART e Acervo Técnico e os dados mínimos para registro do atestado que constituem os Anexos I, II, III e IV desta resolução, respectivamente.

  8. Viroto Eje disse:

    Este assunto tá meio confusão, por que tô no mercado desde 1983, nunca ouvi falar disto, nas construções civil todos os funcionários são pagos, e quem controla é o Ministério do Trabalho, que multa as construtoras, existem fatos isolados, devido que o Brasil é muito grande, talvez casos muito isolados, tenho contato com construtoras por todo o Brasil, nunca desde 1983, ouvi algo a respeito, creio que alguém tá plantando verde para colher maduro, fala uma besteira neste país aonde a grande maioria é desinformada, correm atrás que nem môsca, tem que ser apurado isto, sair nas manchetes quais são as empresas, e como isto se irradiou, deve ser coisa recente de uns 5 anos para cá, que sabiámos era de fazendas de cultivos na Amazônia, agora no Brasil em geral, esta história aí tá cheirando golpe de marketing, alguém vai faturar alto com isto, e os otários dos brasileiros ficam de boca aberta, para um assunto recente, ou de caso isolado. Quem foi que colocou a boca no trombone, peguem este cara e torturem ele. kkkkkkkkkkkkkk

    • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

      Sinceramente ? O texto está claro e não vejo confusão.SWugiro reler, novamente Peço-lhe entrar no site do MIn do Trabalho e observará uma nota que aborda os motivos que levsram a retirar do ar a relaçaõ de empresas denunciadas como trabalho escravo.Fora isto foi constatado , em obras do MCMV do Rio este tipo de prática realizada por construtoras de Minas Gerais.Lamentável estas posturas escravagistas !

  9. Viroto Eje disse:

    Sinceramente é uma noticia muito distante da realidade, em vista que tenho trabalhado com a grande maioria das construtoras por todo o Brasil, desde julho de 2009, nunca houveram comentários do tipo, deve ter dedo de algum politico nesta história, querendo difamar as construtoras brasileiras, para dar entrada a multinacionais, algo de muito estranho tais envolvimentos com trabalho escravo!!!! Tudo que surge no Brasil, vem de repente, do nada surgem histórias das mais estranhas, primeiro precisa ter comprovações de que sejam verdadeiras estas histórias, talvez em Minas Gerais aonde que sei de construtoras paulistas não terem feito obras por lá, e temos contatos com outros estados brasileiros, desde o norte até o sul, este assunto nunca foi dito, deste modo tem que ser comprovado de que seja realmente verdade, tinhámos conhecimentos de trabalhos escravos nos interiores de estados brasileiros longe de grandes cidades nos interiores, mas nada que envolviam construtoras, tem que ser bem apurado esta questão, para se evitar o desmoronamento da soberania nacional das construtoras brasileiras. Si esta história é real, só saberemos com notícias nos principais veiculos de informação, se neles até agora nada foi dito, é por que tem gente pondo fogo na manga do outro, para algum tipo de alarde nacional, e se no Ministério do Trabalho tem assentamentos de trabalhos escravos, creio se tratarem de casos isolados, não podemos generalizar, um estado não tem soberania nacional teríamos que ter este tipo de ação em pelo menos além de 50 % dos estados, para terem quórum e assim partirem para as devidas instâncias judiciarias, para os devidos esclarecimentos, é uma noticia redundante e recente, de fato não é algo de conhecimento da maioria dos brasileiros e brasileiras, algo ai tem que ser primeiro elucidado e tempo que isto se iniciou!!!

    • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

      Não só este assunto como muitos outros assuntos estão distantes , desta mídia ,pois a mesma informa desinformando, onde não tem compromisso com a realidade e a verdade dos fatos. Não há como ter dedo de político, pois com raríssimas excessões, a maioria tveram suas campanhas patrocinadas pelas empreiteiras/construtoras.As empresas denunciadas, como trabalho e scravo e que foram denunciadas praticando de tal crime são de MInas Gerais nas obras do Rio de Janeiro.Sou um defensor da soberania nacional, mas não com empresas inidôneas que alimentam esta prática escravagista.A histórioa é mais que real e está nos tribunais com o min Lewandoski…

      • Viroto Eje disse:

        Mais uma triste noticia, para nos engenheiros mecânicos. Faziámos laudos de recuperabilidade de veiculos sinistrados, agora serão feitos diretamente nos organismos acreditados pelo Inmetro, das inspeções veiculares, aonde também tem engenheiros mecânicos, mas haviam serviços para engenheiros autônomos, que faziam a vistoria veicular para quem viesse a adquirir veiculos em leilões, aonde os engenheiros mecânicos faziam a avaliação da pontuação se era média monta para pequena monta, agora piorou os veiculos de grande monta, ainda poderíam salvar, fazendo dois laudos, agora não se for dado num acidente grande monta, isto é muito atipico, vai do policial, se o policial vamos dizer quiser ferrar quem é dono de um veiculo, ele coloca “grande monta” vai picotar, ou seja vai para a sucata, antes se podia baixar da grande, para a média e para a pequena. Em suma, o CREA ao invés de manter serviços para engenheiros, tá jogando pesado e para as empresas, o que já comentei aqui que as empresas estão pagando anuidades, não tem engenheiros e vão vendendo produtos sem qualidade, para que qualidade, tudo que compramos no Brasil não tem qualidade, mas tem muito e muito lucro de vendas, o que importa para o governo: o povo precisa de qualidade!!!! Se são altamente consumidores, tão pagando IPI, isto que importa, assim veja a telefonia no Brasil é paupérrima uma grande porcaria, utilidades domèsticas, destes famosos ar portátil tudo enganação, se tu entrar no site http://www.reclameaqui.com.br – vai ver que a grande maioria de produtos eletrônicos, eletrodomésticos apresentam defeitos de fabricação, e não atendem a performance do projeto, é tudo enganação, tudo balela, os vendedores no varejo e atacado vendem, mas não existe informação real do produto, puderá – poderia ter profissionais de refrigeração, de térmica, de software nas lojas para informar o público o que comprar, mas não num país aonde vendem produtos de forma enganosa, se vai esperar o que? Um órgão de classe, que protege empresas e não seu associados e, as empresas faturam alto, pagam a anuidades em função do valor capital no contrato societário, isto sim importa, os caneteiros: – voce que é um caneteiro, vai ser auditado pelo CREA, eles querem acabar com os caneteiros, ou seja acabar com os engenheiros, ai de engenharia ficariam no Brasil empresas do tipo Petrobrás, são grandes e geram muita divisa, isto sim que é bom, as faculdades e universidades de engenharias vão fechar, e não haverá mais engenheiros, já que são hiper desunidos, melhor acabem os engenheiros, fiquem empresas sem engenheiros, como tem sido há vários anos atras, assim como hospitais sem médicos, para que médicos!!!!!!

  10. Viroto Eje disse:

    Recuperação judicial

    Alumini Engenharia entra com pedido de recuperação judicial. A empresa alega ter R$ 1,2 bi a receber da Petrobras.

    • LUIZ SERGIO disse:

      Esta noticia não surpreende. O CONFEA só se preocupa com os civis. Tirem algum direito deles para ver o que acontece. O país vem abaixo.
      Quanto a Petrobras, quero mais que ela se exploda. mais e mais processos em cima dela, até os PTralhas se convencerem a privatizar ela. O barril só cai e o preço na bomba nada. Os otários continuam abastecendo em postos BR, EU NÃO !!!

      • Bruno Oliveira disse:

        Otário é quem abastece em postos BR ou quem abastece em outro posto acreditando que o combustível não vem de lá.
        Parar de abastecer em postos “BR” é tão inteligente quanto parar de beber Coca Cola pra boicotar os Estados Unidos.

      • LUIZ SERGIO disse:

        Prezados,

        Sem querer ofender a alguns ( poucos), continuo não sendo otário sim, mas não sou burro, pois trabalhei 13 longos anos nessa fabrica de corrupção e ineficiência. Hoje tivemos um grande acidente numa refinaria da Bahia com feridos e, espero sem mortos até o último boletim médico, graças a ineficácia e corrupção na Petrobras. mas voltando ao tema, eu sei que só a Petrobras tem refinarias e as outras distribuidoras não conseguem trazer combustíveis de qualidade e sem enxofre de fora dados os altos impostos daqui, logo compram das “refinarias” dela e colocam seus aditivos. NÃO ABASTECER EM POSTOS BR É UMA FORMA DE PROTESTO CONTRA TUDO QUE ESTÁ AI, POIS O LAVA JATO LAVOU A INTELIGÊNCIA DE MUITOS QUE CONTINUAM ACHANDO QUE A PETROBRAS É O ORGULHO DO BRASIL, MAS QUANDO SOBE O DIESEL, AUMENTA O FEIJÃO NA MESA E A PASSAGEM DO ÔNIBUS E TODO MUNDO BATE PALMA PARA A COITADINHA QUE PRECISA SER SALVA PARA ORGULHO DO NOSSO AMADO BRASIL. ME POUPEM. OTÁRIOS SIM !!!

      • Bruno Oliveira disse:

        Repetindo o comentário com a interrogação devida.
        Otário é quem abastece em postos BR ou quem abastece em outro posto acreditando que o combustível não vem de lá?
        Parar de abastecer em postos “BR” é tão inteligente quanto parar de beber Coca Cola pra boicotar os Estados Unidos.

      • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

        A petrobrás não é do PT. Éum patrimônio meus, seu e de tod@s os brasileiros. E, infelizmente dos acionistas americanos.Abastecer na BR e fortalecer a empresa !

  11. Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

    ANOTAÇÃO DE RESPEONSABILIDADE TÉCNICA ( ART NO SISTEMA CREA/CONFEA ) – O caso se aplica ao CAU…
    Urge sair do senso comum, do contrário, estamos numa situaçao de conivência, pois temos uma formação que nos consumiram pelo menos cinco anos de estudos, portanto não há inocentes,ou seja, pensamos.
    Vamos ao assunto:
    O engenheiro brasileiro é o único profissional no mundo que paga para ter responsabilidade(via ART). Um médico assina algum termo de responsabilidade civil e criminal a cada consulta ? A cada cirurgia ? Um advogado assina algum termo de responsabilidade civil e criminal a cada causa patrocinada ? . Os engenheiros brasileiros são explorados. Pergunte para quem vai o atestado de capacitação técnica, quando você trabalha para uma empresa dessas( principalmente as empresas denunciadas na operação lava jato e/ou as que praticam trabalhos escravos) ? A lei diz que o atestado é do profissional, mas a empresa dá sempre um jeito de contratar um engenheiro “laranja” e ficar com o atestado sob o controle dela. A relação entre o CREA e essas empresas são no mínimo promíscua. Existe uma “indústria do atestado”(canetinhas) e isso tem que acabar ! É falta de vergonha dos donos das empresas, dos profissionais e do CREA., sim. O que deu o caso emblemático que ocorreu no parque de diversões no Rio de Janeiro com o eng mecânico que assinou a ART, sem estar presente ?( ah, crianças foram mortas) Foi cassado ? Foi preso ? Foi divulgado ? ( nem sequer foi comentado nas revistas do pp conselho…) Há de se repensar a forma de atuação dos nossos conselhos de representação !

  12. giliard3131 disse:

    Vejam que interessante.
    A hipodromotel conseguiu acabar com a internet reduzida grátis que o povo usava. Antes era assim, quando acabava a franquia as operadoras forneciam como cortesia uma internet grátis com velocidade reduzida.
    Mas dai o cavalo do presidente da hipodromotel aumentou, sem explicação nenhuma, o patamar mínimo de 70 pra 80%, acho que esse cavalo pensa que é engenheiro.
    Ta na cara que ele não entende merda nenhuma de engenharia, porque se ele fosse engenheiro saberia que os engenheiros não trabalham com 100%, há vários e vários cálculos de demanda que os engenheiros usam, e isso envolve cálculos complicados de probabilidades.
    Não é uma coisa que um cavalo deveria se intrometer.

    Os engenheiros das operadoras espalham antenas, dimensionam equipamentos e vendem promoções usando cálculos precisos para não ultrapassar o mínimo de 70%, é óbviu que não é possível subir o patamar de 70% pra 80% da noite pro dia, a unica solução possível pra evitar uma enxurrada de processos foi cortar a internet grátis.

    (…)De fato, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelece que as operadoras entreguem no mínimo 70 por cento da velocidade da banda larga fixa ou móvel contratada.
    Esse patamar mínimo subirá para 80 por cento em 1º de novembro, disse a agência por meio de sua assessoria de imprensa.(…)”
    http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/operadoras-cortarao-internet-apos-fim-de-franquia-receita-de-dados-deve-subir

    Eu olhei o currículo do cavalo do presidente e vi que ele não é engenheiro de coisa nenhuma, só cursou uma faculdade de “Mestre em Economia” e tem uma orgulhosa passagem pela Petralhobras.
    Bem dizem que comunista tem orgasmo quando diz a palavra: “não”. Esse cavalo é um cavalo comunista com certeza

    Tai a inclusão digital da querida Dilma. O fim da internet grátis.

    • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

      Difuso este post. É preciso contrapor. Por que este “cavalo” é comunista ? Precisa-se saber o que é comunismo e verás que este “cavalo” não tem, nada de comunismo.Dilma, não e comunista !( ela pode ser tudo menos comunista). Petrobrás, não pode ser considerada a Geni ( de chico buarque). A Petrobrás é vítima do processo, das empreiteiras( capitalista) do doleirro que estava a serviço destas empreiteiras…

  13. Viroto Eje disse:

    Sabe o que acho mais engraçado?? É a bizarrice do papinho furado: nunca se viajou tanto, nunca se comprou tanto!! Então tá! Vamos ver o ano que vem fofos!! Alienados!! Quem está viajando é quem sempre viajou! Apesar de que já começaram as desistências, os cancelamentos de muitos que tinham viagens reservadas para o exterior!! O dólar subiu!! A pobreza aumentou!! E os infelizes que esperam meses nas filas dos hospitais por uma consulta e/ou um exame continuam na fila!! As escolas continuam sucateadas e os professores muito mal remunerados!! O transporte público continua um lixo!!! A corrupção comendo solta!!! A maquiagem já está começando a escorrer, a máscara a cair! O arrocho vem aí pra nos pegar!! Eu, você, todos nós, cidadãos comuns!! Vamos ver para onde os “pobres” vão viajar!! E o que os “pobres” vão fazer para pagar a conta de luz gerada pelos produtos linha branca, que tiveram sua compra super facilitadada para maquiar a pobreza!! Não acreditem na conversa fiada de que a “zelite” branca é responsável pela desgraça do mundo!! A verdadeira culpada é a dona corrupção e a sede desenfreada de poder!!

  14. Viroto Eje disse:

    Só vejo casas de juizes, médicos agora fechadas faz tempo, ele e a familia todos passeando na Europa, eles são os que viajam sempre, e vão continuar por que o salário deles beira a uns R$ 30.000,00 (incluso as falcatruas), e as mulheres deles também trabalham, que sei, conheço alguns que são parentes e amigos meus, de tempo da década de 80, já eu um mero engenheiro para ganhar tem que provar, por que ninguém quer papo com engenheiro, mas com juizes e médicos voce cai de quatro e roga a eles piedade, dá nisto um país no caos, por culpa nossa, em que adoramos estes caras, que podem mudar o caminho da tua vida, os pobres vão continuar mais pobres, e viajar para a Europa esqueçam, isto consome voce alugar uma casa lá por um mês, ou que seja uns 20 dias, e o que tu gasta numa viagem desta vai bem ai uns R$ 80.000,00 se eu tenho parente que em novembro gastou na festa de casamento do filho R$ 200.000,00 – meu caro isto para eles é gorgeta, não nóis que brigamos por causa de uns trocados para ter um documento do CREA, que é tão irrissório, isto não é nada, perto da grande minoria rica no Brasil, por isto que o pobre que tem uma oportunidade para uma facilidade, ele vai se corromper, se alinear, se marginalizar fácil, o caminho mais fácil ser corrupto, só que agora as coisas tão mudando neste país, os corruptos fora das cadeias, mas os bens indisponivéis, assim aconselho a quem seja pai, que oriente seus filhos a estudarem, para serem médicos, advogados, dentistas este ficam ricos facilmente, se vai fazer um tratamento bucal, gasta no minimo R$ 5.000,00 se imagina se o dentista tenha uns 60 clientes, veja quanto ele pode ganhar por mes, muito. Conheci dentistas que possuem fazendas, e médicos que tem fazenda com gado, e de juizes idem, assim meu caro uma ART a R$ 1.500,00 isto não é nada, e quem paga paga qualidade, por isto tem que exigir, e pagar a passagem de avião, que tem as promoções, e exigir que o engenheiro vá na obra, e não esperar ganhar e depois dá no pé e sacanear com o engenheiros, muitos fazem isto, se aproveitam de ganhar misérias, por que vai continuar a ser sempre um miserável, por isto que este país não vai para a frente, tem gente munheca em demasia, se tem que aprender a gastar com coisas que vai te dar qualidade de vida, e se continuar a tentar comprar gato por lebre, este país vai para a cucuiá, como está indo, por culpa tua, veja agora que o BNDS o rombo, é muito maior que Petrobrás (esta está em falência) e mensalão, esta duas pertos do BNDS não são nada, o rombo é muito maior, e vem coisa pela frente, se vai ficar sem água, sem luz, por que nós estamos sentados esperados para irmos para o inferno, e dizer que lá é menos calor que aqui. kkkkkkk

    • Luiz Carlos Ramos Cruz disse:

      Se as pessoas não ficarem atentas, os jornais, as revistas desta imprensa de lado único, farão estas pessoas odiarem as pessoas que estão sendo oprimidas e amar as pessoas que estão oprimindo…

  15. Bruno Oliveira disse:

    O silência paira por aqui. Estranho.

  16. giliard3131 disse:

    mais uma contra a meritocracia e a democracia

    canal vejapontocom: Na surdina, o governo ganhou uma

  17. Nathália disse:

    Muito boa a análise!

  18. Viroto Eje disse:

    Quem estuda – Passa. Quem não estuda – X => X = não passa (facebook, de uma imagem).

    Agora que se descobriu isto. kkkkkkkkk

    Isto sei desde a década de 80, os estrangeiros vieram para cá e passaram, por que os brasileiros idiotas os aprovaram, agora nós brasileiros tupiniquim, somos colocados de lados pelos próprios irmãos brasileiros, que devem ter nascido sem cerebro, deve ser isto, lembro de um concurso que fiz em 1994 na UFSCAR, para ser técnico em tecnologia de informação, teve uma inglesa que casada com um professor da USP, por sinal um conhecido meu, por isto eu sabia desta jogatina e, ela passou, por que ela fez a prova em portugues e em ingles, mas no edital não falava nada de fazer prova em ingles.

    Se somos brasileiros, ninguém iria pensar que haveria um estrangeiro em prova, pois bem, os estrangeiros em massa vieram para o Brasil na década de 80, ai hoje nem temos mais idéias, que por isto muitos engenheiros amigos meus com idade entre 25 a 40 anos de idade estão desempregados até hoje, eles dizem que a engenharia no Brasil faliu, tá ai, agora com teu recado ai mermão vemos que a raiz vem de anos atrás, e não era PT não meu caro, quem começou com isto creio que foi Collor com a abertura da importação em 1989, deu que a reserva de mercado não vingou, perdermos fabricações até hoje, e muitos e muitos desempregados, isto ninguém conta, por que o povo tem memória volátil, e quem me retruca diz que bom que temos importados, bons para quem não tem amor a pátria deu nisto tudo, que vivemos hoje anarquia, quem tem dinheiro roubando mais e os pobres mais pobres, e os melhores cargos em empresas federais, estaduais e até privadas com estrangeiros, que sabemos há muito tempo, e o povo estudado as favas, e dizem que o PT é o culpado, nossa como o povo não tem noção da vida, se tudo começou com o plano cruzado idiota que acabou com a vida dos brasileiros, isto foi em 26 de fevereiro de 1986, eu tava voltando de Manaus de férias, não esqueço até hoje: – quando que este plano terá efeito? Dez anos, pois bem em 1996 eu comecei a sentir os efeitos deste plano que o governo ganhou, e o trabalhador perdeu até hoje, e dizem que PT que pete nada, foi Color, FHC, que acabaram com o pais, não defendo o PT, eles são fim da corda, são atual, e atual de 12 anos atrás para cá, é recente perto do que perdemos das décadas de 80 e 90, ai foi o grande erro brasileiro, do que o povo não tem memória, esquecem tudo facilmente.

    Fim: eu não estudei ingles, não passei, eu não sou estrangeiro não passei. Moral da história, vamos para o estrangeiro lá eles nos reconhecem, já que os brasileiros idiotas preferem estrangeiros, os CREA´s para eles dá na mesma, sempre vai ter contigente pagando as taxas, se acha que eles tão preocupados se são estrangeiros ou brasileiros, nem ai, nunca ouvi deles algo neste sentido, de apoiarem brasileiros, vejo dos jovens que conheço entre 20 a 40 anos de idade sem perpectivas, vivem de herança de familia, se não fosse os pais, tinha se suicidado, dos que soube que não tinha herança.

    Muitos brasileiros agora em 2015 foram convidados para trabalharem no exterior, que eu sei de dois, um na capital paulista e um na capital paranaense, de quem me contou de empresas que tenho contato, agora e dos que não tenho contato, creio que a melhor solução hoje é ir embora do Brasil, ou continuar aqui e nada fazer, por que ninguém faz nada, é tipo ficar esperando cair do céu.

  19. Pingback: Entendendo a falácia da falta de engenheiros no mercado – brazilautoblog

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